Afinal, qual a diferença entre fiador e procurador?


Hoje nosso tema é sobre a pessoa do fiador e do procurador. Você sabe a diferença entre eles?

Esse questionamento sem dúvida sempre aparece na mesa, certo?!

Então vamos esclarecer…

A fiança é uma espécie de contrato através do qual uma pessoa, o fiador, garante com seu patrimônio satisfazer um credor, caso o devedor principal, aquele que contraiu a dívida, não efetive o pagamento na data de seu vencimento, ou seja,  se o devedor não pagar a dívida ou seus bens não forem suficientes para suprir a obrigação, o credor poderá voltar-se contra o fiador, reclamando o pagamento.

Você sabe quais as condições para ser um fiador? Então veja:

Podem ser fiadores: todas as pessoas maiores ou emancipadas que tenham a livre disposição de seus bens.

Não podem ser fiadores: os menores de 18 anos; os absolutamente incapazes; o cônjuge sem consentimento do outro**, exceto quando casados pelo regime da separação de bens; o analfabeto, a não ser que o faça por procurador constituído por instrumento público.

** Na prática, salvo no caso de possível fiador casado sob o regime da separação de bens, o cônjuge (marido e/ou esposa) terá de assinar em conjunto.

Para melhor ilustrar, que tal ver como incluímos a cláusula de fiança em nossos contratos?

“DA FIANÇA: Comparece a este ato,(qualificação do fiador); na qualidade de fiadores e principais pagadores, respondendo, solidariamente entre si e juntamente com o(a)(s)  OUTORGADO(A)(S), perante as OUTORGANTES, pelo integral cumprimento de todos os compromissos financeiros aqui assumidos pelo (a)(s) OUTORGADO(A)(S), inclusive pelos acréscimos de multas e demais consectários da eventual inadimplência. Os fiadores renunciam expressamente, neste ato, a todos os direitos decorrentes dos artigos 821 e 822, e 835 a 839 do Código Civil Brasileiro, com a expressa renúncia aos benefícios de ordem. A garantia permanecerá válida na hipótese de a OUTORGANTE ser obrigada a recorrer ao Poder Judiciário visando o adimplemento total ou parcial das obrigações garantidas; Na hipótese de algum dispositivo deste instrumento ser declarado inválido, ilegal ou não aplicável em qualquer aspecto, por disposição legal ou judicial, a validade, legalidade e aplicabilidade dos dispositivos. contidos nesta FIANÇA não serão afetados ou prejudicados.

 

 

E esse tal de PROCURADOR hein? É mais simples do que imagina.

 

Em nosso Código Civil Brasileiro, em seu Art. 653, diz:

 

Art. 653. Opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses. A procuração é o instrumento do mandato.

 

Mas como é feita essa procuração nos casos dos contratos da Cyrela? Sim, incluímos uma clausula de mandado no contrato, nomeando uma pessoa indicada pelo cliente que poderá representá-lo.

Quem o cliente deve indicar? Uma pessoa de confiança para receber citações, intimações, interpelações, notificações judiciais e extrajudiciais, etc… Como política da empresa, o procurador deverá ter domicílio no local do imóvel ou nas principais capitais.

É importante lembrar e deixar bem claro que o procurador não tem responsabilidade de efetuar o pagamento da unidade (pois não é o fiador), caso o outorgado não tenha mais condições ou não efetue o pagamento das parcelas.

Quais são os casos que se faz necessário à indicação do procurador?  Solteiro, divorciado, separado, viúvo ou casado que residir fora do Rio de Janeiro ou no exterior.

É importe dizer que na hipótese de compra realizada por um casal, os cônjuges irão nomear um ou outro como procuradores, ou seja, não é necessário indicar uma terceira pessoa.

Você sabe quais são os dados necessários para a qualificação do procurador?

DADOS DO PROCURADOR

 

Nome completo:  
Estado Civil:  
Nacionalidade:  
Profissão:  
RG (nome do órgão expedidor + data de emissão):  
CPF:  
Endereço completo: (Rua/nº/CEP/Bairro/Município)  
Telefone (DD + nº)  
E-mail:  

Você deve estar se perguntando: como faço se meu cliente estiver fora da Cidade/Pais e quiser realizar uma compra, sendo representado por outra pessoa? É isso mesmo que está pensando, sugira que seu cliente faça uma procuração com poderes específicos para comprar em seu nome.

Mas existe alguma peculiaridade nesta procuração? Sim, essa procuração precisa ser Pública, ou seja, ser lavrada junto ao cartório de notas, ou em caso de pessoa fora do país, é possível fazer essa procuração através do Consulado.

E então, ficou mais fácil entender a diferença entre o fiador e o procurador?

Tenho certeza que agora quando o cliente questionar, você terá a resposta na ponta língua!

Gostou? Que tal sugerir o próximo tema?

 

Até a próxima.

lawme

 

Jurídico de Vendas

FGTS paga o seu imóvel


Usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para dar entrada ou amortizar as parcelas de um imóvel de até 500.000 reais é uma verdadeira mão na roda para os trabalhadores brasileiros. Para ter esse direito, porém, é preciso preencher uma série de pré-requisitos, e não se pode ter outro imóvel residencial em seu nome na mesma cidade ou região metropolitana de sua residência.

Mas há uma série de outras regras que podem causar confusão. O presidente do Canal do Crédito – primeiro site de comparação de produtos financeiros do país –, Marcelo Prata, respondeu as principais dúvidas de quem deseja usar os recursos do FGTS para comprar um imóvel. Veja abaixo:

O básico

1. Na aquisição de imóveis, em que casos se pode usar o dinheiro do FGTS?

Para compra de um imóvel residencial construído ou em construção, com ou sem financiamento; amortização ou mesmo liquidação do saldo devedor em financiamentos imobiliários pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) ou programas do governo; para amortização total ou parcial ou mesmo liquidação do saldo devedor de consórcios imobiliários.

2. Quais as condições para eu usar meu FGTS para adquirir um imóvel?

Para o trabalhador:
– Ter três anos de trabalho sob o regime do FGTS, consecutivos ou não;
– Não ser titular de financiamento ativo dentro do SFH em qualquer parte do país;
– E não ter a propriedade, usufruto, cessão ou mesmo tiver assinado promessa de compra e venda de outro imóvel residencial, concluído ou em construção, localizado na cidade onde trabalhe ou resida, o que também inclui as cidades que façam divisa ou que sejam parte da mesma região metropolitana.

Para o imóvel:
– Ser residencial, urbano e utilizado para a moradia do comprador que utiliza o FGTS;
– Estar localizado na cidade onde o comprador trabalha ou resida há mais de um ano, o que também inclui cidades que façam divisa com a cidade onde se localiza o imóvel, ou que estejam na mesma região metropolitana;
– Estar dentro das regras do SFH, que incluem apenas imóveis de valor de até 500.000 reais atualmente (no caso de imóveis na planta, se quando o imóvel for entregue ele estiver valendo mais do que isso e esse limite não tiver sido ampliado, não será possível usar o FGTS);
– Não ter sido adquirido pelo atual proprietário há menos de três anos com utilização do FGTS.

Obs.: Nunca dê um sinal ou assine uma proposta de compra de imóvel sem antes ter em mãos a matrícula ou certidão atualizada do imóvel, que é emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis, para saber se o bem pode mesmo ser objeto de compra com FGTS.

 

3. Qual percentual do FGTS posso utilizar?

Até o total presente nas suas contas, desde que esse valor não ultrapasse o valor do imóvel.

4. Apenas a Caixa pode liberar o FGTS para compra de imóvel?

Não. Todo grande banco comercial ou Companhias Hipotecárias habilitadas podem fazê-lo. Por isso, caso deseje utilizar os recursos do FGTS, o comprador pode livremente pesquisar as taxas de juros e o Custo Efetivo Total (CET) nas diferentes instituições financeiras, já que o saque poderá ser utilizado sem qualquer custo adicional.

Quando posso comprar o segundo imóvel residencial usando o FGTS:

5. Sou dono de um imóvel junto com minha ex-mulher, no qual ela reside. Posso comprar um novo imóvel com o meu FGTS?

Sim. É permitida a utilização do FGTS para a compra de nova moradia para o trabalhador que tenha perdido o direito de residir no imóvel de sua propriedade em função de separação judicial, divórcio ou separação extrajudicial, independentemente da fração ideal pertencente a ele e da responsabilidade pelo pagamento da prestação do financiamento para aquisição do imóvel, se houver.

6. Posso comprar outro imóvel usando recursos do FGTS caso meu imóvel seja destruído por uma calamidade, como um incêndio?

Sim, desde que sejam apresentados documentos que comprovem a ocorrência do sinistro e atestem que o imóvel se tornou definitivamente inabitável.

7. Sou proprietário de um imóvel recebido por doação, com usufruto em favor de minha mãe. Posso comprar outro imóvel usando recursos do FGTS?

Sim, o nu-proprietário do imóvel – aquele que é dono, mas não pode gozar do bem devido à chamada incidência de ônus de direito real (o usufruto, no caso) – pode usar o FGTS para comprar outro imóvel desde que fique comprovado que a nua propriedade foi recebida por doação ou herança.

Quando posso comprar um imóvel com outra pessoa usando o FGTS:

8. Posso usar meu FGTS para comprar um imóvel com outra pessoa?

Sim, independentemente do grau de parentesco, desde que o imóvel se destine à residência de todos eles e que atendam a todos os requisitos do FGTS. A regra vale, por exemplo, para companheiros (as) homossexuais, irmãos, mãe e filho ou mesmo pessoas que não sejam parentes ou casais.

9. Posso comprar apenas uma fração de um imóvel com recursos do FGTS?

Sim, é possível comprar uma fração de um imóvel pertencente a outra pessoa com recursos do FGTS, desde que o comprador comprove que vai residir nele, além de cumprir os demais requisitos do FGTS.

10. Sou proprietário de fração de um imóvel residencial (quitado ou financiado, concluído ou em construção). Posso comprar outro imóvel com recursos do FGTS?

Sim, desde que a propriedade da fração ideal seja igual ou inferior a 40% do total do imóvel.

11. Já sou dono da fração de um imóvel residencial (quitado ou financiado). Posso comprar outra fração do mesmo imóvel com recursos do FGTS?

Sim, desde que o comprador figure na escritura aquisitiva do imóvel ou contrato de financiamento como coproprietário. Neste caso, a detenção da fração ideal pode passar de 40%.

12. Posso usar o FGTS para comprar um imóvel se eu já for proprietário de um lote ou terreno?

Sim, desde que comprovada a inexistência de edificação no terreno em questão por meio da apresentação do carnê do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e matrícula atualizada do imóvel.

Outros tipos de usos imobiliários para o FGTS (além de compra de imóveis residenciais prontos ou em construção):

13. Posso usar meu FGTS para comprar um lote ou terreno?

Não.

14. Posso usar meu FGTS para reformar um imóvel?

Não.

15. Posso usar meu FGTS para comprar um imóvel misto (residencial e comercial)?

Sim, mas será considerada apenas o valor da parte residencial.

16. Posso usar meu FGTS para comprar um imóvel de madeira ou pré-fabricado?

Depende da avaliação realizada pelo engenheiro credenciado ao banco. Não há uma restrição explícita, cada caso deve ser analisado separadamente.

17. Posso alugar um imóvel que comprei com recursos do FGTS?

Não. Caso seja detectado pelo Agente Operador do FGTS, a qualquer tempo, por denúncia ou no ato da fiscalização, que o imóvel adquirido nunca serviu de moradia ao trabalhador, o fato será noticiado ao Ministério Público e o trabalhador será cobrado pelo valor utilizado de forma indevida.