Manutenção preventiva na construção


Desabamentos em São Paulo, no Rio de Janeiro… E fica a pergunta: o que foi feito de errado? É possível confiar nessas construções?

 Sanrlei Polini é Engenheira Civil e diretora executiva da Soluções Consultoria e respondeu 5 perguntas para o jornal “Estadão”. Confira as respostas aqui.

De acordo com a Engenheira, é possível notar visualmente quando há algum problema. Qualquer alteração visível – como trincas, rachaduras, deformações, partes de estruturas rompendo – deve passar pela análise de um profissional credenciado.

Na verdade, o que acontece é que grande parte dos edifícios não realizam ações de manutenção de suas instalações. A vida útil de um empreendimento pode ser ampliada se todos os cuidados preventivos forem tomados. É também bastante importante observar ainda a qualidade dos materiais utilizados na construção do edifício. A partir de 2013, entrará em vigor uma norma que obriga as construtoras a utilizar materiais com um padrão mínimo de durabilidade.

É certo que nem toda trinca significa um problema estrutural – em geral rachaduras nos vértices das janelas podem acontecer por acomodação estrutural – mas fique atento para detectar possíveis problemas na estrutura do seu imóvel, pois eles podem ser reparados antes que atinjam maiores dimensões. Esse tipo de cuidado também contribui para a valorização do seu patrimônio!

Índice Nacional de Custo da Construção – INCC


A partir de hoje o Seller On passa a mostrar para você, na barra lateral, o valor atualizado do INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apura a evolução dos custos da construção civil mensalmente e essa variação é mostrada no INCC. A coleta de dados é feita em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.

INCC em Resumo

Principais usos:

Apura a evolução dos custos no setor da construção, um dos termômetros do nível de atividade da economia.

Abrangência Setorial:

Materiais e equipamentos, serviços e mão-de-obra.

(Fonte: FGV)

No mercado imobiliário, quando um cliente compra um apartamento que ainda não foi construído ou não está pronto, seu fluxo de pagamento será corrigido pelo INCC. Visa-se, dessa forma, garantir que a incorporadora/construtora não tenha prejuízo decorrente da variação no custo da obra. A parcela do mês vigente será corrigida pelo INCC de dois meses antes.

Ex.: Parcela com vencimento para 06 de maio de 2012 terá como base o INCC de março de 2012.

Considerando que também existe o IPCA – índice que mede  a inflação mensal – podemos mostrar para nosso cliente que a variação dos dois índices é semelhante, verificando que “seu dinheiro” também será corrigido ao longo do fluxo de pagamento.

Confira o gráfico comparativo que mostra o histórico da variação do INCC-M e do IPCA nos últimos 12 meses:

Sustentabilidade


Quem nunca ouviu falar nessa palavra? Definitivamente, sustentabilidade tornou-se um termo “da moda”. Economia sustentável, desenvolvimento sustentável, empresa sustentável, construção sustentável etc. Mas será que estamos utilizando a palavra da maneira correta e entendemos o que ela significa?

Buscando até mesmo na Wikipédia, encontramos diversas definições: “Em anos recentes, o conceito tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras, o que requereu a vinculação da sustentabilidade no longo prazo, um “longo prazo” de termo indefinido, em princípio.”

Sustentabilidade tem a ver com continuidade. Podemos dizer que algo é sustentável quando seu impacto no meio ambiente ou na sociedade em nada interfere em ações futuras. Vejamos os exemplos:

Para que a economia de um determinado país seja sustentável, todas as pessoas envolvidas devem ter igual possibilidade de acesso aos bens básicos e ainda, nenhum processo pode interferir no bem-estar dos próximos habitantes desse país. Ou seja, tudo deve estar em perfeito equilíbrio para essa e para as demais gerações.

Na construção civil não é diferente. Um edifício só será sustentável quando sua execução e manutenção não gerar nenhum problema para essa e para as próximas gerações. Ou seja, desde a escolha dos materiais utilizados até seu transporte até o local da obra não devem poluir o meio ambiente, não devem causar danos sociais e nem mesmo econômicos àquela sociedade.

A RJZ Cyrela já aplica práticas sustentáveis em suas construções.

  • Placas solares: Previsão para instalação do sistema de aquecimento de água por meio de placas solares, com aquecimento complementar do tipo central a gás.
  • Previsão para medidores individuais de água e gás: Redução de desperdício e fácil identificação de vazamentos.
  • Dispositivos economizadores de energia elétrica: Equipamentos para racionalização e redução do consumo de energia.
  • Coleta de óleo para reciclagem: Local para a coleta de óleo de cozinha, visando a redução da poluição.
  • Gestão de resíduos: Metodologia para gestão de resíduos, reutilização ou reciclagem.
  • Desenvolvimento tecnológico: Pesquisa de novas tecnologias, soluções, materiais e métodos construtivos.
  • Coleta seletiva de lixo: Infraestrutura para seleção e armazenamento de materiais recicláveis.
  • Dispositivos economizadores de água: Itens de redução do consumo de água.
  • Coleta de pilhas e baterias usadas: Local para coleta e contato com ONGs que reciclam esses materiais.
  • Projetos para produção: Busca constante pela otimização de recursos.
  • Acessibilidade: Itens projetados para proporcionar autonomia e conforto aos portadores de necessidades especiais.
  • Bicicletário: Espaço destinado ao estacionamento de bicicletas.

Todas essas ações visam a minimizar o impacto de um empreendimento na cidade. Ainda não é possível garantir que a obra não cause nenhum dano, mas podemos estar sempre de olho em novas tecnologias e maneiras de buscar essa tão falada “sustentabilidade”.

Sustentabilidade é, portanto, muito mais que uma palavra bonita: é a condição para a sobrevivência do planeta, do homem e de seus empreendimentos.

O que você tem feito no dia-a-dia para minimizar seu impacto no planeta?

O que é uma estrutura de concreto armado?


Para iniciarmos, vamos falar um pouco sobre os elementos da estrutura de um edifício.

No segmento em que atuamos – médio e alto padrão – as obras geralmente são executadas com estruturas de concreto armado – sistema laje-viga-pilar. Mas o que cada um desses elementos significa?

A fundação é aquela que dará toda a sustentação para a construção. Proporcionalmente, é também a fase mais cara da obra. Existem diversos tipos de fundação – vale sempre consultar o engenheiro para saber qual será utilizada em cada empreendimento.

As vigas são os elementos horizontais que distribuem a carga das lajes nos pilares, dando estabilidade para a estrutura.

Os pilares, popularmente conhecidos como “colunas”, recebem a carga das lajes e conduzem para a fundação, que finalmente descarregará no solo.

Já as lajes são os elementos que recebem as cargas do dia a dia – pessoas, mobiliário etc.

As paredes são então executadas sem função estrutural – e é por isso que esse tipo de construção permite uma maior flexibilidade na planta. É possível modificar ou acrescentar paredes, desde que os elementos estruturais não sejam mexidos.

Aí está a grande diferença entre a estrutura de concreto armado e a alvenaria estrutural – sistema no qual as paredes são a própria estrutura, impedindo qualquer modificação dentro do apartamento.

Entendendo quais são os elementos que sustentam um edifício, novas dúvidas podem surgir. Quais são as suas? Comente aqui!