CMN eleva teto de financiamento imobiliário com FGTS para imóveis de até R$750 mil

Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou de R$ 500 mil para R$ 650 mil o teto de financiamento do SFH, o que contempla os limites para aquisição da casa própria com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Por ter custos imobiliários mais altos, o teto para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal ficou em R$ 750 mil.

O aumento do teto, que estava congelado desde abril de 2009, é reivindicado pelo setor da construção civil e bancos há pelo menos dois anos. A área econômica resistia em alterar os limites por temer concentração nas operações nessa faixa de preço mais elevada e o possível impacto na inflação.  Com a medida, o financiamento imobiliário com recursos do FGTS terá um estímulo, porém não haverá um “boom”. Isso porque as taxas de juros de mercado e do SFH já não têm um grande distanciamento. Além disso, o aumento dos limites ficou abaixo da inflação acumulada no período.

Resumindo: essas medidas não devem causar uma aceleração desenfreada do mercado, que passou por um período de forte ritmo mas agora cresce de forma mais condizente com o restante da economia.
O BC e a Fazenda tomaram essa decisão reconhecendo a inflação acumulada desde abril de 2009 além do aumento de custos em diferentes mercados. Vale lembrar que a alta de 30% a 50% não recupera integralmente a inflação do período. Como exemplo:

  • o índice Fipe ZAP para a cidade de São Paulo teve alta de 131% de abril de 2009 a agosto de 2013;
  • o IPCA subiu 27,23%;
  • o índice Nacional de Custos da Construção (INCC) avançou 36,64%.

 

Concluindo, o  aumento do limite do valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS melhora a acessibilidade do comprador, mas não terá impacto nos preços das unidades. Isso porque o que dita o preço é o mercado. O ajuste era necessário porque os imóveis se valorizaram, mas o limite de financiamento pelo FGTS estava estagnado desde 2009.

 

O CMN aprovou ainda que o financiamento não poderá ser superior a 80% do valor do imóvel. Mas, se o mutuário optar pela utilização do Sistema de Amortização Constante (SAC) poderá financiar até 90%. Como no SAC há uma concentração das parcelas maiores no início do contrato é possível financiar uma parcela maior do imóvel. OPORTUNIDADE! 

O Brasil continua no caminho de retomada e fortalecimento do crescimento.

Para isso, manter o giro do mercado imobiliário é fundamental!

 

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