Um pouco de história – Barra antiga

Por sugetão do amigo e leitor Nick Farah, resolvi recaptular um pouco de história.

Sempre me encantei pelo passado, mas a velocidade dos acontecimentos na Barra da Tijuca me deixa estarrecida.

Em 1567, após a expulsão dos invasores franceses, Mem de Sá nomeou seu sobrinho, Salvador Correia de Sá, capitão e governadorda Cidade, recebendo o mesmo, como benefício da guerra, as terras que hoje constituem o Município. Como governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá doou terras a dois colonizadores portugueses que participaram da luta: Jerônimo Fernandes e Julio Rangel de Macedo receberam sesmarias que partiam de Jacarepaguá e chegavam até a atual Barra da Tijuca.

Em 1594, quase no final do último período de seu governo (1578-1598), Salvador Correia de Sá passou o amplo território que hoje corresponde a Jacarepaguá e a Barra da Tijuca a seus dois filhos, Gonçalo e Martim Correia de Sá, que concordaram em dividir a área. Gonçalo ficou com as terras que hoje correspondem aos atuais bairros da Freguesia, Taquara, Camorim até Campinho, e a maior parte da Barra da Tijuca.

A área de Martim Correia de Sá, mais tarde governador por três vezes da capitania do Rio de Janeiro (1602-1608, 1618-1620 e 1623-1630), ia desde Camorim, atravessava Vargem Pequena e Vargem Grande e chegava ao Recreio dos Bandeirantes, alcançando a extensa faixa litorânea.

As duas partes tiveram uma evolução desigual. Nas terras da planície de Jacarepaguá, foram instalados engenhos e fazendas, em função do terreno plano e dos mananciais de água, o que proporcionou um desenvolvimento econômico baseado em atividades rurais. A área praiana, por outro lado, não teve desenvolvimento regular e crescente, justamente por não ser adequada nem para o plantio nem para a criação de gado. Localizados entre lagoas e alagados, os areais eram mais propícios a atividades de pesca e lazer.

Em 1625, a filha de Gonçalo Correia de Sá, Dona Vitória de Sá e Benevides, recebeu como herança as terras do pai, dadas mais tarde como dote, em 1628, a seu esposo, o fidalgo espanhol e governador-geral do Paraguai, D. Luis Cespede Xeria. Em 1667, as propriedades de Dona Vitória, correspondentes à  maior parte da Barra da Tijuca, foram legadas, por testamento, ao Mosteiro de São Bento.

O filho de Martim Correia de Sá, General Salvador Correia de Sá e Benevides, primo de Dona Vitória, além da área herdada do pai, comprou todas as terras que pertenciam aos foreiros e ao marido da prima, que incluíam o atual bairro de Jacarepaguá, ficando dono quase absoluto da região, com exceção da enorme área doada por D. Vitória aos beneditinos, a atual Barra da Tijuca..

Amanhã falarei sobre a história moderna dessa bairro cheio de personalidade!

 

 

 

 

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Um comentário sobre “Um pouco de história – Barra antiga

  1. Marcelo Santos disse:

    Sou morador da região a apenas um ano, estou vidrado nesse lugar. Não pareçe mas sou carioca, nasci em Laranjeiras em 1972, mudei para baixada fluminense até 2004. Após isso morei no Meíer até 2011. Não conhecia esse lado do Rio de janeiro.
    Gostaria de Saber mais sobre essa região.
    Adorei as informações postadas nessa pagína.

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